domingo, 11 de maio de 2008

sábado, 10 de maio de 2008

Balada do Amor Necrófilo (para M.)

Beijar-te, amor, por entre cadáveres
Querer-te ainda mais em meio às carnes decompostas
Frias
Frágeis
Como as nossas
Expostas à degradação
Do tempo
Lento
A escorrer por entre dedos
Perecíveis, dançam cegos os queres tateantes
Transitórios, fortuitamente habitam os corpos dos amantes
Morte e desejo
Oh mórbida flor em que te beijo